Divisão de macros para cutting, manutenção e bulking, com comida brasileira

Não existe divisão de macros ideal. Fixe a proteína primeiro, em gramas por kg de peso, a gordura em cerca de 25% das calorias e deixe o carboidrato com o resto. Para um homem de 78 kg, são 156 g de proteína, 64 g de gordura e 275 g de carboidrato em 2.300 kcal (cutting), tudo estimado.

Pela redação da MacroRecipe · Atualizado em

Pesquisando divisão de macros, você acha três linhas de porcentagem, uma para cutting, uma para manutenção e uma para bulking. Elas são arrumadas, mas escondem a parte difícil: transformar uma proporção em gramas de comida de verdade, no mercado e na panela. Aqui fizemos a conta com comida de verdade. Pegamos um homem, demos a ele três metas de calorias, aplicamos a mesma regra às três e montamos um dia de comida brasileira para cada uma, com arroz, feijão, frango, pão francês e batata-doce, somando cada linha com a TACO, a tabela brasileira de composição de alimentos. Os três dias fecham em 2.299, 2.693 e 3.087 kcal (estimado) e mostram uma coisa que as porcentagens não mostram: quase toda a diferença entre os objetivos está no carboidrato.

Macros, de macronutrientes, são a proteína, o carboidrato e a gordura, os três nutrientes que fornecem as calorias. Uma divisão de macros é a forma de repartir as suas calorias entre eles. Cutting, na gíria das academias, é comer abaixo da manutenção por um período; bulking é comer acima dela para apoiar o ganho de massa muscular. Todos os números desta página são estimados, calculados com uma equação e com uma tabela de alimentos, então use-os como ponto de partida, não como prescrição. É informação geral, não aconselhamento médico, escrita pela redação do MacroRecipe, que faz um aplicativo de menus semanais para iPhone.

A resposta curta: proteína primeiro, carboidrato por último

Uma divisão em porcentagem pede que você escolha três números que somem 100. Uma ordem melhor é escolher um de cada vez, porque eles não têm o mesmo respaldo. A proteína tem uma meta em gramas por quilo de peso. A gordura tem uma faixa razoável como parte das calorias. O carboidrato não tem um mínimo pelo qual valha brigar, então fica com as calorias que restarem. A regra que usamos nos três objetivos:

  • Calorias: definidas pelo objetivo, a partir de uma estimativa de manutenção (estimada em 2.700 kcal para o nosso exemplo), mais para bulking e menos para cutting.
  • Proteína: 1,6 g por kg na manutenção e no bulking, 2,0 g por kg no cutting (125 g e 156 g para um homem de 78 kg, estimado).
  • Gordura: 25% das calorias, o que dá 64 g, 75 g ou 86 g conforme o nível de calorias (estimado).
  • Carboidrato: todo o resto, dividido por 4 kcal por grama.

A mesma conta, passo a passo, está no nosso guia de como calcular macros. Aqui mudamos só o objetivo e observamos o que se mexe.

Três objetivos para um homem de 78 kg

O nosso exemplo é um homem de 30 anos, 178 cm e 78 kg. A equação de Mifflin-St Jeor, derivada de 498 adultos saudáveis de 19 a 78 anos (Mifflin e colaboradores, 1990), dá para ele 10 × 78 + 6,25 × 178 − 5 × 30 + 5 = 1.748 kcal em repouso, e 2.709 kcal com o multiplicador de atividade 1,55, que arredondamos para 2.700 kcal como estimativa de manutenção. É uma estimativa que pode errar uns 10% para mais ou para menos, então uma pessoa de verdade a ajusta depois de algumas semanas de experiência.

A partir daí escolhemos nós mesmos os degraus: 400 kcal acima da manutenção para o bulking e 400 kcal abaixo para o cutting. São escolhas ilustrativas, não recomendações, e um profissional pode sugerir outras para você. A proteína é maior no cutting por um motivo explicado na próxima seção.

Um homem, três objetivos, uma regra: metas diárias (estimado)
CuttingManutençãoBulking
Calorias2.300 kcal2.700 kcal3.100 kcal
Proteína156 g (2,0 g por kg; 624 kcal, 27%)125 g (1,6 g por kg; 500 kcal, 19%)125 g (1,6 g por kg; 500 kcal, 16%)
Gordura (25% das calorias)64 g (576 kcal)75 g (675 kcal)86 g (774 kcal)
Carboidrato (o resto)275 g (1.100 kcal, 48%)381 g (1.524 kcal, 56%)456 g (1.824 kcal, 59%)

As três linhas ficam dentro das faixas de distribuição aceitável de macronutrientes para adultos, das Academias Nacionais dos Estados Unidos: de 10% a 35% das calorias em proteína, de 20% a 35% em gordura e de 45% a 65% em carboidrato (National Academies, 2024, em inglês). O cutting é o dia apertado: o carboidrato cai para 48%, pouco acima do piso de 45%, porque 27% das calorias vão para a proteína.

Por que a proteína acompanha o objetivo e o carboidrato fica com o resto

Duas fontes sustentam os números de proteína. Uma metanálise de 49 estudos, com 1.863 adultos saudáveis, concluiu que, em quem faz treino de força, a suplementação de proteína deixou de dar ganho extra de massa livre de gordura acima de uma ingestão total de cerca de 1,62 g por kg ao dia (Morton e colaboradores, 2018, em inglês). A Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva vai um pouco além: de 1,4 a 2,0 g por kg ao dia bastam para a maioria das pessoas que se exercitam e querem construir ou manter massa muscular (Jäger e colaboradores, 2017, em inglês). Então 1,6 g por kg na manutenção e no bulking está dentro da faixa, e 2,0 g por kg no cutting está no topo dela. Para o nosso homem de 78 kg, 1,62 g por kg são 126 g por dia (estimado).

Por que o topo no cutting? Quando você come abaixo da manutenção, a proteína é o número que as pessoas aumentam para proteger a massa magra. O mesmo posicionamento diz que ingestões maiores, de 2,3 a 3,1 g por kg, podem ser necessárias para maximizar a retenção de massa magra em pessoas treinadas durante períodos de ingestão baixa de calorias. Ficamos em 2,0 g por kg para um homem de quem não conhecemos o treino. Se você é magro e treina pesado, pergunte a um profissional: 2,3 g por kg seriam 179 g para este homem, quase um terço das suas 2.300 kcal (estimado).

Higher protein intakes (2.3-3.1 g/kg/d) may be needed to maximize the retention of lean body mass in resistance-trained subjects during hypocaloric periods.

Para a gordura, uma revisão sobre o preparo para campeonatos de fisiculturismo natural sugere que a maioria dos competidores responde melhor a 15% a 30% das calorias em gordura, com o restante em carboidrato (Helms e colaboradores, 2014, em inglês). É um conselho para quem se prepara para subir ao palco, então o lemos como uma faixa para ficar dentro, não como alvo a perseguir. Escolhemos 25%, o meio da faixa, para os três dias. Isso simplifica a conta e deixa espaço para o azeite, o amendoim e a gordura que já vem dentro do ovo e da carne.

Por que uma divisão em porcentagem pode enganar

Divisões populares, como 40% de carboidrato, 30% de proteína e 30% de gordura, ou 40% de carboidrato, 40% de proteína e 20% de gordura, parecem neutras. Não são, porque uma fatia fixa das calorias faz a proteína em gramas subir e descer junto com as calorias. A tabela divide a proteína que essas divisões pedem pelo peso do nosso homem de 78 kg.

Proteína pedida por uma divisão fixa em porcentagem, para um adulto de 78 kg (estimado)
Calorias por dia30% de proteína40% de proteínaA nossa regra, proteína primeiro
2.300 kcal (cutting)173 g (2,2 g por kg)230 g (2,9 g por kg)156 g (2,0 g por kg)
2.700 kcal (manutenção)203 g (2,6 g por kg)270 g (3,5 g por kg)125 g (1,6 g por kg)
3.100 kcal (bulking)233 g (3,0 g por kg)310 g (4,0 g por kg)125 g (1,6 g por kg)

Em 2.300 kcal, uma divisão com 30% de proteína fica razoavelmente perto do nosso número. Em 3.100 kcal ela pede 233 g, que são 3,0 g por kg, bem acima do ponto de 1,62 g por kg em que Morton e colaboradores não viram mais ganho de massa livre de gordura, e acima da faixa de 1,4 a 2,0 g por kg que a ISSN considera suficiente para a maioria das pessoas (estimado). Nada nessas fontes diz que isso faça mal a um adulto saudável, e nada diz que ajude. Significa apenas que você compra mais proteína, e abre mão de calorias de carboidrato, por um motivo que uma porcentagem não explica. Divida os seus gramas de proteína pelo seu peso em quilos antes de copiar qualquer divisão.

Os mesmos alimentos, três porções: como fica o prato

Metas são só aritmética. Para vê-las no prato, montamos um dia para cada objetivo com os mesmos 16 alimentos, mudando apenas as porções. O café da manhã leva pão francês com queijo minas frescal, ovo e banana-prata. O lanche é iogurte com aveia e mamão, mais um punhado de amendoim. O almoço é arroz, feijão carioca, frango grelhado, brócolis e couve refogada. O jantar é batata-doce, patinho grelhado e o que sobrar da verdura. O azeite se divide entre almoço e jantar. As porções vão em passos de 5 a 50 g, escolhidos por uma busca simples que se aproxima das metas de proteína, gordura e carboidrato, e conferidos linha a linha. É um exemplo, não uma recomendação para comer exatamente isso.

Gramas de cada alimento nos três dias. Aveia é peso cru; os demais alimentos estão no estado da linha da TACO, em geral prontos (a nutrição estimada desta página sai desses pesos)
Alimento (gramas)Dia de cuttingDia de manutençãoDia de bulking
Pão francês100150150
Ovo cozido (100 g são cerca de dois ovos)100150150
Banana-prata100100200
Aveia em flocos, crua307090
Iogurte natural desnatado505050
Mamão papaia50150200
Arroz tipo 1, cozido225325450
Feijão carioca, cozido200100100
Frango, peito sem pele, grelhado1757575
Patinho grelhado1005050
Brócolis, cozido100175100
Couve, manteiga, refogada5010075
Batata-doce, cozida300400400
Azeite de oliva51020
Amendoim, torrado, salgado302040
Queijo minas frescal507525

Olhe as linhas do frango e do patinho. O dia de bulking tem menos carne do que o de cutting: 75 g de frango contra 175 g, e 50 g de patinho contra 100 g. A proteína quase não muda de um dia para o outro, então a carne que a sustenta no cutting é substituída, nos dias maiores, por mais arroz, batata-doce, aveia e banana, que carregam as calorias. O feijão faz o caminho contrário, 200 g no cutting e 100 g nos outros dias, porque além de carboidrato ele traz proteína e fibra. É isso que significa proteína primeiro: você segura uma âncora de proteína e deixa o carboidrato variar.

O que cada dia soma

Cada alimento foi multiplicado pelo valor da TACO por 100 g e as linhas foram somadas. O resultado, comparado com as metas:

Totais dos três dias montados contra as metas (estimado; kcal de energia da TACO, 4ª edição)
Dia de cuttingDia de manutençãoDia de bulking
kcal (meta)2.299 (2.300)2.693 (2.700)3.087 (3.100)
Proteína, g (meta)156,2 (156)125,8 (125)127,1 (125)
Carboidrato, g (meta)274,9 (275)381,0 (381)457,3 (456)
Gordura, g (meta)64,0 (64)75,8 (75)86,5 (86)
Proteína por kg de peso2,00 g1,61 g1,63 g
Fibra, g (já contada no carboidrato)43,349,052,9

As três somas de energia ficam a menos de 0,5% das metas, e proteína, carboidrato e gordura ficam a no máximo 2,1 g de distância (estimado). O mais solto é a proteína do dia de bulking: 127,1 g, 2,1 g acima de 125 g, porque não havia um degrau menor que mantivesse o dia parecido com comida comum. São 1,63 g por kg, ainda dentro da faixa da ISSN.

Agora compare as colunas. Do dia de cutting ao de bulking, o carboidrato sobe cerca de 182 g, a gordura cerca de 23 g e a proteína cai cerca de 29 g (estimado). Com os fatores-padrão de 4 kcal por grama para o carboidrato e 9 para a gordura, o carboidrato responde por cerca de 730 kcal da diferença e a gordura por cerca de 203, enquanto a proteína devolve cerca de 117. O total dessa conta é de 816 kcal; as kcal da TACO para os mesmos alimentos diferem em 788 kcal entre os dois dias, 28 kcal a menos, porque 4 e 9 são médias e a fibra está dentro do carboidrato (estimado). A conclusão vale nos dois casos: quando o objetivo muda, é a linha do carboidrato que faz a maior parte do movimento, e é por isso que uma divisão que fixa proteína e gordura primeiro é mais fácil de ajustar do que uma que fixa três porcentagens.

Cutting, manutenção e bulking numa tabela só

Aqui está o quadro completo, com as três divisões em que um homem de 78 kg trabalharia, arredondadas das metas acima (estimado).

Divisão de macros por objetivo, em parte das calorias e em gramas para um adulto de 78 kg (estimado)
ObjetivoProteínaCarboidratoGorduraO que muda
Cutting (2.300 kcal)27% (156 g)48% (275 g)25% (64 g)Proteína sobe para 2,0 g por kg; carboidrato menor, mas acima do piso de 45%
Manutenção (2.700 kcal)19% (125 g)56% (381 g)25% (75 g)O dia de referência; o resto se mede a partir dele
Bulking (3.100 kcal)16% (125 g)59% (456 g)25% (86 g)As calorias extras vão quase todas para o carboidrato; a proteína fica parada

Repare que a proteína, em porcentagem, é maior quando você come menos. Não é contradição: 156 g são uma fatia maior de 2.300 kcal do que 125 g são de 3.100 kcal. Se uma calculadora mostra uma divisão de bulking com menos proteína do que a de cutting, ela pode estar fazendo a mesma conta.

Como escolher a sua

Comece pelos seus números, não pelos nossos. Estime as calorias de manutenção (a calculadora de macros faz isso em um minuto), multiplique o seu peso em quilos por 1,6 para a proteína, reserve cerca de um quarto das calorias para a gordura e entregue o resto ao carboidrato. Se for fazer cutting, suba a proteína em direção a 2,0 g por kg e confira se o carboidrato continua em 45% ou mais; se o objetivo for bulking, some as calorias em forma de carboidrato.

Depois trate isso como uma hipótese. Siga por duas ou três semanas e observe o treino, a fome, a energia e a tendência do seu peso, não uma manhã isolada. Se não servir, mude primeiro as calorias e mantenha o método. A precisão de um dia importa menos do que o padrão da semana, e um dia 5% fora é um dia comum. Para saber quantos gramas de proteína a conta deve fechar, veja quanta proteína por dia e, para dividir esses gramas ao longo do dia, proteína por refeição.

Um cuidado prático com a balança: os gramas das nossas tabelas são pesos prontos ou crus, como indicado, porque 100 g de arroz tipo 1 cozido têm 128 kcal e 100 g de aveia em flocos crua têm 394 kcal (estimado, TACO). Registrar um peso cozido numa linha crua, ou o contrário, pode mover uma refeição em centenas de kcal. O nosso guia de pesar cru ou cozido explica como manter uma convenção só.

Prato de verdade, não só nutriente

Alimentação diz respeito à ingestão de nutrientes, mas também aos alimentos que contêm e fornecem os nutrientes, a como alimentos são combinados entre si e preparados, a características do modo de comer e às dimensões culturais e sociais das práticas alimentares.

Vale lembrar essa frase do Guia Alimentar ao trabalhar com gramas. Uma divisão de macros é uma ferramenta de contabilidade, útil para quem treina e quer previsibilidade, mas ela não diz nada sobre a qualidade da comida, sobre o gosto, sobre quem cozinha em casa ou sobre o que cabe na rotina. Os nossos três dias usam arroz e feijão, frango, ovo, verduras, fruta e batata-doce porque é o que muita gente já tem na geladeira, e a conta funciona com eles sem nenhum produto especial. Se contar gramas começar a atrapalhar a sua relação com a comida, a ferramenta deixou de servir. Para uma forma mais leve de acompanhar, veja contar macros sem anotar tudo.

Quando procurar um profissional

É informação geral, não aconselhamento médico. Se você tem diabetes, doença renal ou alergia alimentar, está grávida ou amamentando, tem menos de 18 anos, tem ou já teve um transtorno alimentar, ou toma um medicamento que afeta o apetite ou a glicemia, peça os seus números a um médico ou a um nutricionista antes de seguir qualquer divisão de macros. Se um profissional já passou metas de calorias ou de macros para você, use as dele. Comer bem abaixo da manutenção é uma decisão para tomar com orientação, e contar gramas pode virar um hábito ruim para algumas pessoas: se isso causar preocupação com a comida, pare e converse com alguém.

Fazer isso toda semana sem a planilha

Esta parte é escrita pela equipe do MacroRecipe, então leia com isso em mente. O método acima é fácil de fazer uma vez e cansativo de repetir: cada dia precisou de 16 linhas e de uma busca para fechar as metas, e uma semana de dias diferentes passa de 100 linhas. Se você gosta da aritmética, uma planilha, uma balança de cozinha e a TACO bastam.

O MacroRecipe faz o passo da combinação. Ele monta a sua semana de menus de acordo com as suas macros e o objetivo que você escolher, a partir de pratos que você seleciona, com dados de ingredientes do USDA e da Ciqual (ANSES), não da TACO, então os números do aplicativo podem diferir dos desta página. Ele ajusta as porções para aproximar cada dia das suas calorias e da sua proteína estimadas e, quando você troca um prato, as porções e a lista de compras acompanham, com as quantidades somadas entre as receitas. Veja também como a lista de compras fitness transforma uma semana planejada em uma lista só.

Para quem não serve: o MacroRecipe funciona só no iPhone, não no Android. Não tem leitor de código de barras, não tem uma base de alimentos para pesquisar e não é um diário alimentar completo, embora o escaneamento por foto de uma refeição feita fora de casa venha com a assinatura. A pré-visualização do seu primeiro menu é gratuita; depois vem uma assinatura paga. Se você prefere registrar tudo o que come, veja a nossa alternativa ao MacroFactor.

Como calculamos

Cada linha de alimento é a porção em gramas multiplicada pelo valor por 100 g da TACO, 4ª edição revisada e ampliada (NEPA-Unicamp, 2011), por 100 g de parte comestível, conferido no PDF do site do NEPA aberto em 2026-10-31, pelo número da linha mostrado na tabela abaixo. As kcal (estimadas) são os valores de energia da própria TACO, não recalculados a partir dos macros. O carboidrato é o campo da TACO, que já inclui a fibra. Onde a TACO traz NA (azeite, sem proteína nem carboidrato medidos), usamos zero. Usamos uma linha por alimento e não misturamos marcas.

  • Equação. Mifflin-St Jeor na forma simplificada, vezes 1,55, arredondada para os 50 kcal mais próximos (estimado: 2.709 para 2.700).
  • Metas. Proteína por peso corporal, gordura em 25% das calorias, carboidrato o resto a 4 kcal por grama; os degraus de mais 400 e menos 400 kcal são escolha ilustrativa nossa.
  • Porções. O dia de cada objetivo foi ajustado com os mesmos 16 alimentos, em passos de 5 a 50 g, para ficar perto das três metas em gramas, com a regra de que arroz, pão, aveia, banana, mamão e batata-doce não diminuem do cutting para o bulking e de que frango, patinho e iogurte não aumentam. O ajuste é nosso, então outros dias são possíveis, e depois as linhas foram somadas.
  • Não testado. Não medimos o gasto de energia nem o resultado de ninguém, e os dias não foram cozinhados e pesados numa cozinha. É uma recontagem de menus montados, não um estudo.
Valores da TACO, 4ª edição, por 100 g, usados nas estimativas desta página (estimado; como na fonte)
Alimento (nome na TACO)Nº TACOkcalProteína (g)Carboidrato (g)Gordura (g)
Pão, trigo, francês533008,058,63,1
Ovo, de galinha, inteiro, cozido/10minutos48814613,30,69,5
Banana, prata, crua182981,326,00,1
Aveia, flocos, crua739413,966,68,5
Iogurte, natural, desnatado449413,85,80,3
Mamão, Papaia, cru226400,510,40,1
Arroz, tipo 1, cozido31282,528,10,2
Feijão, carioca, cozido561764,813,60,5
Frango, peito, sem pele, grelhado41015932,00,02,5
Carne, bovina, patinho, sem gordura, grelhado37721935,90,07,3
Brócolis, cozido100252,14,40,5
Couve, manteiga, refogada116901,78,76,6
Batata, doce, cozida88770,618,40,1
Azeite, de oliva, extra virgem2608840,00,0100,0
Amendoim, torrado, salgado55860622,518,754,0
Queijo, minas, frescal46126417,43,220,2

Perguntas frequentes

Qual a melhor divisão de macros para cutting?

Não há uma só. Um caminho: cerca de 2,0 g de proteína por kg, cerca de 25% das calorias em gordura e o resto em carboidrato. Para um homem de 78 kg em 2.300 kcal, são 156 g de proteína, 64 g de gordura e 275 g de carboidrato (estimado). Com condição de saúde, procure um profissional.

Qual a melhor divisão de macros para bulking?

A mesma regra, com mais calorias: proteína em cerca de 1,6 g por kg, gordura em cerca de 25% das calorias e carboidrato com o resto. Para um homem de 78 kg em 3.100 kcal, são 125 g de proteína, 86 g de gordura e 456 g de carboidrato, ou 16%, 25% e 59% das calorias (estimado).

Qual a divisão de macros para manter o peso?

A mesma regra nas suas calorias de manutenção: proteína em cerca de 1,6 g por kg, gordura em cerca de 25% das calorias, carboidrato com o resto. Para um homem de 78 kg em 2.700 kcal, são 125 g de proteína, 75 g de gordura e 381 g de carboidrato, ou 19%, 25% e 56% das calorias (estimado).

Como calcular a minha divisão de macros?

Estime as suas calorias do dia, defina a proteína como gramas por kg vezes o seu peso, a gordura como uma parte das calorias dividida por 9 e o carboidrato como as calorias que sobram divididas por 4. Todo número é uma estimativa, então confira como você se sente e treina ao longo de duas ou três semanas.

40/30/30 é uma boa divisão de macros?

Pode funcionar, mas fixa a proteína como parte das calorias, então os gramas variam com elas. Para um adulto de 78 kg, 30% de proteína são 173 g (2,2 g por kg) em 2.300 kcal e 233 g (3,0 g por kg) em 3.100 kcal (estimado). Confira os gramas por kg antes de copiar qualquer divisão em porcentagem.

A divisão de macros importa mais do que as calorias?

Fazem trabalhos diferentes. As calorias definem quanto você come no total; a divisão define do que esse total é feito, começando pela proteína. Nenhuma das duas é exata, porque as calorias vêm de estimativas que podem errar 10% para uma pessoa, então ajuste a partir dos seus resultados.

Por que o dia de bulking tem menos proteína por caloria?

Porque as calorias extras vão quase todas para o carboidrato, enquanto a proteína fica perto de 1,6 g por kg. No nosso exemplo, a proteína é de cerca de 125 g tanto em 2.700 quanto em 3.100 kcal, então cai de 19% para 16% das calorias (estimado).

Um aplicativo pode transformar a divisão de macros em refeições?

Pode. O MacroRecipe monta uma semana de menus de acordo com as suas macros e o seu objetivo, com porções ajustadas para as suas calorias e proteína estimadas e uma única lista de compras. Funciona só no iPhone, e a pré-visualização do primeiro menu é gratuita antes da assinatura paga.

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Fontes

  1. NEPA-Unicamp, Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO), 4ª edição revisada e ampliada (2011), PDF: linhas 3, 7, 53, 88, 100, 116, 182, 226, 260, 377, 410, 449, 461, 488, 558 e 561, consultado em
  2. Morton RW et al. A systematic review, meta-analysis and meta-regression of the effect of protein supplementation on resistance training-induced gains in muscle mass and strength in healthy adults. Br J Sports Med 2018;52(6):376-384 (PubMed; em inglês), consultado em
  3. Jäger R et al. International Society of Sports Nutrition Position Stand: protein and exercise. J Int Soc Sports Nutr 2017;14:20 (PubMed; em inglês), consultado em
  4. Helms ER, Aragon AA, Fitschen PJ. Evidence-based recommendations for natural bodybuilding contest preparation: nutrition and supplementation. J Int Soc Sports Nutr 2014;11:20 (PubMed; em inglês), consultado em
  5. Mifflin MD, St Jeor ST, Hill LA, Scott BJ, Daugherty SA, Koh YO. A new predictive equation for resting energy expenditure in healthy individuals. Am J Clin Nutr 1990;51(2):241-247 (PubMed; em inglês), consultado em
  6. National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine. Rethinking the Acceptable Macronutrient Distribution Range for the 21st Century: A Letter Report (2024), Table 3-1 (em inglês), consultado em
  7. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira, 2ª edição (2014), consultado em
  8. MacroRecipe na App Store, consultado em

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